Novo arroz - Jornal da Band - 30/03/2005
Depois de muita reclamação por causa da queda do preço da saca do arroz, os produtores da região começam a ver alternativas para recuperar os lucros. A solução é tecnológica. Dos laboratórios do instituto de agronomia do estado saíram quatro novas variedades de arroz, que chegam ao mercado no meio do ano. Francisco colhe o arroz da safra 2004, mas já pensa nos avanços do próximo plantio. Hoje o produtor consegue cinco mil sacas por hectare, mas com uma semente nova, poderá atingir 6.500 sacas e com maior resistência a doenças.
Os tipos de arroz IAC 105 e o IAC 106 foram produzidos em laboratório para substituir variedades que já perderam a resistência a pragas. Assim, os produtores também podem gastar menos com defensivos agrícolas e aumentar o lucro em até 10%. Eles juntam um planta fêmea a uma macho para ter uma variedade melhor, garantia para o produtor, pois se eles tiverem um problema com uma variedade o IAC estará preparando outra.
Outras variedades exóticas também chegam as fazendas para o plantio de agosto. É o arroz preto e o japonês usados na culinária oriental.
Os testes com novas variedades de arroz demoram até oito anos para chegar ao ponto ideal para o cultivo. É uma evolução que não pode.
Parar, caso contrário os produtores brasileiros ficam para trás na briga por preço no mercado internacional.
Desde o início do ano passado os produtores brasileiros sofrem com a competitividade do Mercosul. A entrada de arroz mais barato no Brasil, vindo dos países vizinhos, derrubou o preço da saca em quase 50%. Um prejuízo que pode ser minimizado com a tecnologia.
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