Primeira lavoura
comercial de arroz preto é plantada em Pindamonhangaba - IAC - 22/11/2005
Por Carla Gomes MTb
28156) - Assessora de Imprensa - IAC
Para alguns, comer constitui momentos de puro deleite. Para outros, a
gastronomia é uma viagem imperdível a sabores, cores e aromas. Prazeres
existentes em continentes diversos têm em comum o interesse pelo exótico — o
arroz preto desenvolvido pelo IAC conquistou admiradores na terra do Tio Sam e
também entre os apreciadores da boa culinária que têm forte presença nas
montanhas de Campos do Jordão.
No Brasil, a primeira lavoura comercial da IAC 600 está sendo plantada em
Pindamonhangaba, com destino a restaurante da estância turística. “O arroz preto
vem se destacando no espaço gourmet em Campos do Jordão e sendo bastante
elogiado em pratos variados, especialmente com trutas”, diz o pesquisador
Cândido Ricardo Bastos. De fato! O arroz preto está no roteiro gastronômico da
Cozinha de Natal na Montanha (www.camposdojordao.com.br/noticias). Para o
roteiro de natal da cidade brasileira mais européia, o prato do Brigitte Bar e
Restaurante é truta grelhada ao mascarpone com arroz preto, batatas coradas e
legumes.
E se o cardápio é de dar água na boca dos consumidores, a novidade também abre o
apetite de quem produz. O rizicultor José Francisco Ruzene, que está cultivando
o arroz preto em Pindamonhangaba, está acreditando na novidade. “Quem come
gosta!", garante o produtor de arroz tradicional há 25 anos. Com o preço do
arroz comum em baixa, Ruzene decidiu investir no diferente. “Sempre fui curioso
por coisas novas e este arroz está parecendo um negócio rentável.” Os números
ele tem na ponta da língua: o arroz branco tipo 1 custa em torno de R$ 1,50 o
quilo, já o preto salta para R$ 50,00 — dados levantados por ele em importadoras
de São Paulo. Se por um lado os valores atraem, por outro traz um certo receio
em manter o mercado. Por enquanto, o resultado é positivo: “A saída no
restaurante está sendo grande”, diz.
Aprovado no prato, a variedade IAC 600 passou também na avaliação do produtor.
Segundo Ruzene, é uma variedade precoce e não apresenta doenças. “Ela é
altamente resistente à brusone, a doença que mais preocupa a gente”, avalia.
Segundo Cândido Bastos — que também oferece orientação técnica ao produtor — o
comportamento dessa primeira lavoura comercial está superando as expectativas
dos experimentos. A área inicial de 2 hectares irá produzir cerca de 6 mil
quilos. “Uma parte será destinada à produção de sementes e o restante será
beneficiado para o comércio”, diz Bastos.
O sabor e o aroma acastanhados do arroz preto estão viajando e atraindo
interessados: “Até na Tailândia já há interessados em degustar o arroz para ver
se é semelhante ao que eles têm lá!, diz o produtor, que fará a colheita em 20
dias.
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