Tecnologia brasileira exportada para os EUA - Programa Globo Rural - 29/12/2005

A nova variedade de arroz preto, desenvolvida pelo Instituto Agronômico de Campinas, menos calórica e rica em proteínas, será exportada para os Estados Unidos
           
O arroz preto desenvolvido pelo instituto agronômico de Campinas, em São Paulo, vai ser exportado para os Estados Unidos. A nova variedade é produzida em Pindamonhangaba, no vale do Paraíba.

O arroz preto IAC 600 tem o aroma diferenciado do tradicional, maior quantidade de proteínas e menos valor calórico. As pesquisas que começaram há 11 anos chamaram a atenção do departamento de agricultura dos Estados Unidos.

O IAC, Instituto Agronômico de Campinas em Pindamonhangaba assinou contrato com os americanos para comercialização das sementes no país.

"É o nome de um produto do Brasil, é um nome de um produto de São Paulo, é o Vale do Paraíba exportando tecnologia para os Estados Unidos, isso aí nos enche de orgulho", explica o diretor regional do IAC Cândido Ricardo Bastos.

De acordo com o diretor, o pacote de 300 gramas deste tipo de arroz no mercado externo custa o equivalente a R$ 17,68, um novo mercado para os produtores brasileiros. "Eu acho que os produtores vão ter um grande produto na mão, aonde eles vão ter uma renda um pouco maior do que o arroz tradicional", complementa Cândido.

Há 25 anos, José Francisco Ruzene foi o primeiro produtor a investir no cultivo de arroz preto. Dois hectares da fazenda foram ocupados por essa produção agrícola. A expectativa dele é que sejam colhidos seis mil quilos de grãos. O produtor pretende ampliar a produção de arroz preto para 30 hectares. A maior aposta dele é na exportação do produto brasileiro: "até já teve algumas empresas da Europa e até da Ásia entrando em contato querendo amostra para degustação e futuramente alguns negócios".

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